Na dcada de 80, uma diverso relativamente barata e que garantia horas de entretenimento aos jovens caiu no gosto popular. Graas profuso dos consoles e cartuchos de baixo custo, principalmente da Atari e do Magnavox Odyssey, grande nmero de pessoas tinha acesso aos videogames. Hoje, a situao bem diferente e jogar no Brasil nunca foi to caro. Com uma carga tributria que pode chegar a mais de 250% do valor dos produtos vendidos nos mercados americano e japons, os games, por aqui, se tornaram uma diverso para poucos privilegiados que podem pagar at 10 salrios mnimos por um console, alm de algumas centenas de reais pelos jogos.
Ao mesmo tempo que restringe o acesso, a alta carga tributria que incide sobre os games ainda responsvel por dois outros problemas, muito mais sombrios: o contrabando e a pirataria. Em Belo Horizonte, fcil encontrar qualquer um dos produtos do gnero em shoppings populares, pela internet ou mesmo em vendedores ambulantes espalhados pelas ruas da capital.
Consoles das principais marcas, CDs e DVDs de jogos so oferecidos livremente, por preos bem abaixo daqueles cobrados no mercado formal. O Informtic@ foi a um dos shoppings populares de BH e constatou que os produtos so expostos em dezenas de boxes e os vendedores falam abertamente sobre o ?destravamento? dos consoles para que eles suportem os games pirateados.
Na tentativa de mudar esse quadro e impulsionar o mercado formal de games, um projeto de lei que tramita atualmente na Cmara dos Deputados prev a incluso dos videogames em uma srie de isenes que beneficiam outros produtos de informtica. Enquanto o projeto tramita e os preos permanecem os mesmos, os usurios optam pelo chamado mercado ?cinza? para garantir a diverso. ?No gasto R$ 100 ou R$ 200 para comprar um jogo de jeito nenhum. Baixo da internet ou compro pirata?, afirma o estudante R. P., de 16 anos, dono de um Playstation e de um PC, nos quais disputa partidas em variados ttulos.
Uai